Os Sardinha são uma família de gente "rija", habituada ao ar do campo, à vida saudável, aos alimentos biológios e, como tal, pouco dada a doenças ou achaques.
Zé Sardinha costuma vangloriar-se de só ter sido observado por médicos em três ocasiões ao longo da sua vida: quando nasceu, quando foi à tropa e quando foi picado pelo peixe aranha... e, na verdade, quando nasceu não foi assistido pelo médico, mas sim pela Maria Arlete (ou Maria Parteira) e pelo marido desta que é "endireita".
Maria das Dores, pouco adepta de paracetamol e afins, recorre às mezinhas que aprendeu com as avós para curar todos os males. É famosa na aldeia por tirar o quebranto, sempre com resultados fantásticos, e por conhecer uns chás milagrosos para a espinhela caída e para o bucho virado.
Marco Paulo, frequentador mais assíduo do centro de saúde e do hospital mais próximos, leva já algumas visitas ao médico no currículo mas sempre devido a "acidentes" de percurso. A última aconteceu na passagem de ano, enquanto cantava no karaoke, um fã mais afoito decidiu presenteá-lo com uma garrafa de vinho espumoso... pela cabeça a baixo. Apesar do aparato, não foi grave e a cicatriz dá-lhe um ar másculo que as miúdas adoram.
Coube a Pamela Victória a responsabilidade de inverter um pouco a tendência da família. Um rastreio na escola levou-a a uma consulta de ortodoncia. O termo em si foi logo fonte de grande preocupação para os pais: "ortoquê?"... foi a reação de Zé. Passado o choque inicial, a união que caracteriza os Sardinha falou mais alto e rumaram, em conjunto, à cidade mais próxima para a tal consulta tão temida. Após algumas horas angustiantes de espera, regressaram à sua aldeia felizes com o novo aparelho de Pamela e com o facto de o rádio do automóvel, quase como por milagre, ter começado a captar todas as estações de rádio sem estática, especialmente quando Pamela sorria.
Zé Sardinha costuma vangloriar-se de só ter sido observado por médicos em três ocasiões ao longo da sua vida: quando nasceu, quando foi à tropa e quando foi picado pelo peixe aranha... e, na verdade, quando nasceu não foi assistido pelo médico, mas sim pela Maria Arlete (ou Maria Parteira) e pelo marido desta que é "endireita".
Maria das Dores, pouco adepta de paracetamol e afins, recorre às mezinhas que aprendeu com as avós para curar todos os males. É famosa na aldeia por tirar o quebranto, sempre com resultados fantásticos, e por conhecer uns chás milagrosos para a espinhela caída e para o bucho virado.
Marco Paulo, frequentador mais assíduo do centro de saúde e do hospital mais próximos, leva já algumas visitas ao médico no currículo mas sempre devido a "acidentes" de percurso. A última aconteceu na passagem de ano, enquanto cantava no karaoke, um fã mais afoito decidiu presenteá-lo com uma garrafa de vinho espumoso... pela cabeça a baixo. Apesar do aparato, não foi grave e a cicatriz dá-lhe um ar másculo que as miúdas adoram.
Coube a Pamela Victória a responsabilidade de inverter um pouco a tendência da família. Um rastreio na escola levou-a a uma consulta de ortodoncia. O termo em si foi logo fonte de grande preocupação para os pais: "ortoquê?"... foi a reação de Zé. Passado o choque inicial, a união que caracteriza os Sardinha falou mais alto e rumaram, em conjunto, à cidade mais próxima para a tal consulta tão temida. Após algumas horas angustiantes de espera, regressaram à sua aldeia felizes com o novo aparelho de Pamela e com o facto de o rádio do automóvel, quase como por milagre, ter começado a captar todas as estações de rádio sem estática, especialmente quando Pamela sorria.
